ENTREVISTA COMPLETA: João Batista reage a relatório de auditoria e questiona contratação de R$ 850 mil sem licitação
Ao ser questionado sobre o montante divulgado, João Batista pregou cautela e minimizou o impacto dos números diante do orçamento municipal atual, que se aproxima de R$ 1 bilhão. Segundo ele, os R$ 18 milhões representam menos de 2% do total gerido pela prefeitura, o que se enquadraria em uma margem passível de absorção ou correção de eventuais erros materiais, sem que isso configure dolo ou improbidade administrativa.
"A própria prefeitura está divulgação um relatório dizendo que pode ser, que são possíveis irregularidades. Então não há nada confirmado", defendeu o ex-prefeito, ressaltando que confia na manifestação de órgãos como o Ministério Público e o Tribunal de Contas para esclarecer a situação de forma transparente.
Críticas à contratação por inexigibilidade
Um dos pontos mais criticados por Batista foi a escolha do instituto responsável pela auditoria, realizada por meio de inexigibilidade de licitação (sem concorrência pública). O ex-prefeito argumentou que o procedimento compromete a neutralidade técnica do diagnóstico fiscal.
Ele alegou que a contratação — cujo custo estimou em R$ 850 mil — teve motivações políticas e que o município já dispõe de mecanismos próprios e órgãos externos competentes para realizar tais investigações, classificando o gasto como desnecessário para os cofres públicos.
Processo Administrativo e embate com a atual gestão
Além dos questionamentos fiscais, João Batista comentou sobre o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) ao qual responde atualmente como servidor público. O ex-prefeito relatou ter tido férias suspensas e funções modificadas, interpretando as ações como parte de uma "perseguição política estruturada" por parte dos atuais governantes.
Batista concluiu reafirmando o compromisso de sua equipe em prestar contas à população e defender o legado de sua gestão, assegurando estar à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento necessário.
Assista à entrevista na íntegra:

0 Comments